Olá no dia 1º de maio de 2009 em Campina Grande as igrejas batistas bíblicas independentes da Paraíba estarão promovendo o “Segundo Encontro Nacional Em Defesa Da Sã Doutrina, o evento será transmitido ao vivo por este canal:  pt-br.justin.tv/batistabiblico   estamos em fase de teste a sua visita ao espaço e  o seu comentário nos ajudara a melhorarmos ate o dia do evento.



Escrito por Levy Jeronimo às 22h01
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A ANTIGUIDADE E SUCESSÃO DOS BATISTAS
John Henry

INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus Cristo garantiu a continuidade de Sua igreja para sempre quando disse, “... eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28:20 ACF)

Mesmo sem o testemunho da história, a Palavra de Deus prova que tem havido uma sucessão de igrejas com o mesmo pensamento desde o tempo do Senhor Jesus Cristo até agora. No entanto, eu espero usar ambos: a Bíblia e o testemunho da história para provar este fato.

O COMEÇO DA IGREJA:

O Senhor estabeleceu Sua igreja durante Sua jornada sobre a terra. É um erro comum afirmar que a igreja começou em Pentecostes, erro que tem sido ensinado amplamente por mais de 100 anos. No dia de Pentecostes, o Senhor deu poder à Sua igreja já estabelecida para fazer Seu trabalho (Atos 1:4-5,8; Luc 24:46-49). A igreja do Novo Testamento é local e visível. Aqui está a prova das Escrituras que a igreja do Novo Testamento antecede Pentecostes:

1. Os apóstolos foram os primeiros membros da igreja de Cristo (1Co 12:28; Luc 6:12-16).

2. Eles foram comissionados antes de Pentecostes (Mat 9:36-10:8, 28:18-20).

3. As ordenanças do batismo e da ceia do Senhor foram estabelecidas antes de Pentecostes (João 3:22; Lucas 22:14-20).

4. O Senhor estabeleceu um sistema para a igreja do Novo Testamento disciplinar os membros, já antes de Pentecostes (Mat 18:15-20).

5. A igreja que o Senhor Jesus iniciou se ajusta à definição comum da palavra grega (ekklesia) que traduzida é igreja. No grego dos dias de Cristo, “ekklesia” simplesmente significava “uma assembléia ou reunião de cidadãos chamados para fora de seus lares e reunidos em lugar público com o propósito de deliberar.” Significa uma assembléia.

6. A igreja tinha dois pastores antes do dia de Pentecostes: Cristo e então Pedro. (João 10:11, 14, 21:15-17; Atos 1:15, 2:14; 1Pe 5:1-4).

7. A igreja se reunia regularmente antes de Pentecostes (João 20:19, 26; Atos 1:4, 13, 14).

8. Cristo deu à Sua assembléia a habilidade de entender Sua Palavra e autoridade para cumprir Sua vontade na terra, já antes de Pentecostes (João 16:13-14, 20:21-23; Luc 21:44-47)

9. Eles tinham uma lista de 120 membros antes de Pentecostes (Atos 1:15).

10. No dia de Pentecostes 3000 almas foram acrescentadas a ela (a igreja) (Atos 1:41). Portanto, a igreja tinha que já estar estabelecida para eles serem a ela acrescentados.

CONFUSÃO SOBRE O QUE É A IGREJA:

Mesmo sendo verdade que os crentes desta atual dispensação, vivos e mortos, estejam sentados “... e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;” (Ef 2:6 ACF). Não vamos nos reunir fisicamente até o Arrebatamento. Uma igreja que ainda não se reuniu ainda não é uma igreja. É uma igreja em projeto (Efé 1:21-23, 5:23-27; Col 1:18-22). A futura igreja de Cristo no Céu será constituída de todos os salvos desta Era da Igreja (Apo 1:19, 4:1). No entanto, não há uma igreja universal (católica) visível ou invisível nesta terra.

Os Batistas do Novo Testamento Sempre Foram a Verdadeira Igreja:

Muitos, mesmo os próprios batistas, acreditam que os batistas são protestantes. No entanto, os batistas antecedem tanto o sistema católico romano quanto os grupos protestantes.

A “Igreja” Católica Romana foi iniciada pelo Imperador Constantino quase 300 anos tarde demais para ser [o início de] a Igreja de Cristo. Este sistema corrupto [o de Roma] ensina regeneração batismal, idolatria, casa a igreja com o Estado, tem uma hierarquia e persegue os verdadeiros crentes, etc.

Os grupos protestantes, vendo a corrupção do romanismo, começaram a se separar em 1530. Isto é 1500 anos tarde demais para ser [o início de] a Igreja do Senhor. Apesar dessa separação, eles mantiveram muitos dos traços de sua igreja mãe (Jó 14:4).

Historicamente, as Igrejas do Novo Testamento têm sempre mantido essas doutrinas (Mat 28:20):

1. Sua Cabeça e Fundador -- Cristo. (Mat 16:18; Efé 1:22, 4:15, 5:23)

2. Sua única Regra de Fé e Prática – A Bíblia (2Tim 3:15-17; Atos 2:41-42; 1Tim 3:15)

3. Seu Nome: “Igreja”, “Igrejas” (Mat 16:18; Apo 2, 3; 22:16; Gál 1:1)

4. Sua forma de Governo - Congregacional. (João 20:23; Mat 18:17, 20:25-27; Atos 1:24-26, 6:3; Apo 2:6)

5. Seus Membros – Só pessoas Salvas e somente pessoas que por sua própria e livre vontade e concordância estão unidas a essa Congregação (Efé 2:21; 1Pe 2:5; Atos 2:41; Efé 2:8,9).

6. Suas Ordenanças – Batismo do Crente, seguida pela Ceia do Senhor (Mat 28:19-20; Atos 2:41-42)

7. Seus Oficiais – Pastores e Diáconos (1Tim 3:1-16; Filip 1:1)

8. Seu Trabalho – Ter salvas as pessoas pela pregação do evangelho (I Cor 15:1-4); batizando-as e ensinando-as a observar todas as coisas que Cristo ordenou (Mat 28:16-20)

9. Seu Plano Financeiro – Dízimos e Ofertas. (1Cor 9:14; Mal 3:8-10; Mat 23:23; 1Co 16:1,2; 2Co 8:14)

10. Sua Independência – Separação entre Igrejas e Estado (Mt 22:21)”

(Dennis Wheeler Pastor Emérito, Igreja do Templo Batista de Sarasota, Florida)

HISTÓRIA SECULAR SOBRE A ANTIGUIDADE DOS BATISTAS:

“Os batistas da [época da] Reforma afirmavam ter uma origem tão antiga a ponto de sugerir uma “[inquebrantada] sucessão de igrejas [de características batistas]” [desde Cristo]. Esta afirmativa foi colocada por eles no início da Reforma em 1521. Uma antiga carta é encontrada em existência. “Successio Ana-Baptistica.” [Tradução: “Sobre a [inquebrada] Sucessão Anabatística”]. A carta carrega sua própria data como “aquela dos irmãos suíços, escrita um ano antes do Anno 1522, aos anabatistas holandeses, a respeito da origem deles,”. (Subtibus Bernardi Gauthieri. Coloniae, 1663 e 1612). A carta é particularmente importante, já que mostra que os batistas de 1521 clamavam uma sucessão [inquebrada, desde Cristo].” (John T. Christian).

”Uma prova notável da antiguidade dos batistas da Morávia é aqui registrada. Johanna Schlecta Costelacius escreveu uma carta da Bohemia em 10 de outubro de 1519, a Erasmus, afirmando que durante cem anos os Picards foram profundos crentes e que eles foram re-batizados e eram portanto anabatistas. Suas palavras foram: “Aqueles que quiserem vir para sua seita devem todos serem mergulhados em água limpa (in aqua simplici repbaptizari)” (Pauli Colimesii, Opera Theologica, Critica et Historica No XXX 534, 535, Hamburg. 1469, citado por John T. Christian).

Católicos e Protestantes testificam o fato de que os Batistas existiam muito tempo antes da Reforma:

Testemunho Católico Romano:

Em 1524, o cardeal católico romano Hosius, que se tornou o Presidente do Concilio de Trento (1560), admitiu que os batistas datavam de antes dos dias do imperador romano Constantino que foi o o primeiro “Pontífice Máximo “Cristão”. Hosius disse:

“Se os batistas não tivessem sido gravemente atormentados e mortos a facadas durante os últimos mil e duzentos anos, eles se apinhariam em número muito maior que todos os Reformadores.” (Hosius, Cartas Apud Opera, pgs 112, 113, citados em Rastro de Sangue, pg.3, Ashland Av. Igreja Batista, Lexington, KY, 1933)

Hosius mais tarde afirmou:

"Os anabatistas são uma seita perniciosa do tipo que parecem ter sido os irmãos waldenses, embora alguns deles [dos waldenses] mais tarde, como testificam em sua apologia, declarem que não mais serão batizados, como era seu costume anterior. No entanto, é certo que muitos deles mantém seu costume e se uniram aos anabatistas.” (Hosius, Obras dos Heréticos de Nossos Tempos Bk. I. 431. Ed. 1584, citado por John T. Christian).

Numa corte judicial, Hosius seria considerado uma testemunha hostil para com os batistas. O testemunho de uma testemunha hostil é do tipo mais convincente.

Zwingli, o primeiro teólogo Protestante Reformado disse:

“A instituição do Anabatismo não é novidade, mas por trezentos anos causou grande distúrbio na igreja e adquiriu tal força que a tentativa em sua época de conflitar com eles parece ter sido fútil durante certo tempo.” (John T. Christian)

Mosheim, o historiador Luterano afirma:

“…. Acredito que os menonitas não estão de todo errados, quando se orgulham de descenderem desses waldenses, petrobrusianos e outros que comumente parecem ter sido testemunhas da verdade antes de Lutero. Antes da época de Lutero eles estavam ocultos em quase todos os países da Europa (mais especialmente na Boêmia, Morávia, Suíça e Alemanha), muitas pessoas, em cujas mentes estavam profundamente enraizados o princípio que os waldenses, wyclifites e os hussitas mantinham, alguns de forma mais encoberta, outros mais abertamente, a saber, que o reino que Cristo estabelecerá na terra, ou a igreja visível, é uma assembléia de pessoas santas e deveria portanto ser inteiramente livre não apenas de pessoas sem Deus e pecadores, mas de todas as instituições de plano humano contra a ausência de Deus. Este princípio está na fundação que foi a fonte de tudo que foi novo e singular na religião dos menonitas e a maior parte de suas opiniões singulares, como está bem documentada, foram aprovadas alguns séculos antes do tempo de Lutero, por aqueles que tinham tais visões da Igreja de Cristo.” (Mosheim, Instituições da História Eclesiástica, III.200).

A Igreja Reformada da Holanda:

”A afirmativa dos batistas holandeses de terem origem apostólica se tornou objeto de uma especial investigação no ano 1819, pelo Dr. Ypeij, Professor de Teologia em Gronien e o Rev J.J.Dermout, Capelão do Rei da Holanda, ambos membros ilustres da Igreja Reformada. Muitas páginas podem ser preenchidas com os relatórios que ambos fizeram ao Rei. Na opinião desses escritores:

”Os menonitas são descendentes dos waldenses, evangélicos toleravelmente puros que foram levados por perseguição a vários países e que, durante a última parte do século doze, foram para Flandres e para as províncias da Holanda e Nova Zelândia, onde viveram vidas simples e exemplares, nas vilas como fazendeiros, nas cidades no comércio, livres de qualquer acusação de pesadas imoralidades, e professando os princípios mais puros e simples, que exemplificavam numa santa conversa. Eles existiam, portanto, antes da Igreja Reformada da Holanda.

”Vimos agora que os batistas (que antes eram chamados anabatistas e nos últimos tempos, menonitas), eram os waldenses originais, e que, durante longo tempo da história da igreja, receberam a honra dessa origem. A esse respeito, os batistas podem ser considerados como a única sociedade cristã que permaneceu desde os dias dos apóstolos e, como uma sociedade cristã que preservou puras as doutrinas dos Evangelhos através de todos os tempos. A economia interna e externa perfeitamente correta da denominação batista tende a confirmar a verdade disputada pela Igreja Romana, que a Reforma gerada no século dezesseis foi necessária no mais alto grau, e, ao mesmo tempo, refuta a errônea noção dos católicos que sua denominação seja a mais antiga.” (Ypeij em Dermout, Geschiedenis der Nederlandsche Hervornude Kerk. Breda, 1819)

Este testemunho da mais alta autoridade da Igreja Reformada Holandesa, através de uma Comissão indicada pelo Rei da Holanda, é um exemplo raro de liberalidade e justiça a outra denominação. Ele concede tudo que os batistas reivindicaram a respeito da continuidade de sua história. Por causa disso, o patrocínio do Estado foi oferecido aos batistas, o que eles. polidamente mas firmemente, recusaram. (John T. Christian).

CONCLUSÃO:

“Nos locais onde os waldenses floresceram, ali os batistas assentaram profundas raízes. Esta afirmativa se mantém válida de país a país e de cidade a cidade. Inumeráveis exemplos podem ser dados.” (John T. Christian).

Tem havido uma sucessão de igrejas, desde o tempo de Cristo até aos dias de hoje, as quais têm acreditado nas doutrinas que Ele ordenou. Da mesma forma que cada crente pode se reproduzir através do ganho de almas, assim deveriam as igrejas se reproduzir.

Há duas coisas essenciais em relação à sucessão de igrejas:

1) A doutrina mantida do Novo Testamento e

2) A autoridade provinda de uma igreja semelhante.

A autoridade para estabelecer uma nova igreja às vezes pode ser sido de somente um punhado de membros ou, em casos extremos, talvez só de um membro. No entanto, quando possível, uma nova igreja deveria ter a bênção da igreja mãe.

“A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” (Ef 3:21 ACF)

OBSERVAÇÃO

Todas as citações marcadas com “John T. Christian” são de:

Uma História dos Batistas, Volume I, Cap. VII; Por John T. Christian, A.M., D.D., LL.D., 1922, 1926

http://www.reformedreader.org/rbb/henry/baptistbeliefssuccession.htm


Autor: John Henry
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
tradução: Jeanne Borgerth Duarte Rangel, Nov. 2007.


Escrito por Levy Jeronimo às 10h47
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A Noiva de Cristo
O sistema teológico universalista exige que a igreja universal invisível seja a noiva de Cristo. Sendo essa tese defendida por protestantes, fundamentalistas, pentecostais e batistas liberais. Alem destes há alguns batistas que afirmam que a igreja batista e a noiva de Cristo. são os chamados batistas-noiva. Também os católicos romanos em um dos seus catecismo afirmam ser a igreja católica a legitima noiva do Cordeiro.
Ou seja, quase que a totalidade dos credos ditos cristãos adotam que a igreja é a noiva de Cristo. Pelo fato de ser uma doutrina popular e está massificada entre a cristandade não se tem feito nenhum questionamento sobre a base desta doutrina, se ela está enraizada na Bíblia ou tradição religiosa católico-protestante.

Se examinarmos os textos citados pelos defensores desta doutrina, como prova que a igreja é a noiva de Cristo, teremos uma surpresa, pois os mesmos nem de longe, sugere o que pretendem os noivistas. Sejam católicos, universalistas, totalitários ou batistas, Vejamos alguns textos:
*Ef. 5:22-33 - Argumentam, com esse texto, que Cristo é o marido da igreja, porque é a cabeça do corpo da igreja, esquecendo-se que o marido torna-se a cabeça da esposa quando é consumado o casamento. Também fala contra esse argumento o fato da Bíblia retrata as Bodas do Cordeiro como um evento futuro (Ap. 19:6-9). Desta forma, por casamento Jesus não pode ser a cabeça da igreja, pois as bodas ainda não ocorreram. Entretanto Jesus é a cabeça da igreja desde a sua fundação, sendo ela o seu corpo. Por isso, ele é a cabeça do seu próprio corpo.

O argumento de que Cristo é o esposo da igreja porque é a sua cabeça não tem fundamentação bíblica, pois, sendo ele verdadeiro, Cristo teria no mínimo quatro esposas. A Bíblia diz que ele é a cabeça da igreja (Ef. 5:23), a cabeça de todo o homem (I Co. 11:3), de todo principado (Cl. 2:10) e de toda potestade (Cl. 2:10). Logo, o argumento esposo porque é cabeça coloca Cristo como um polígamo e isso é um ataque contra as escrituras e à dignidade de Cristo.

Queridos irmãos, somos batistas, somos bíblicos, somos fundamentalistas e devemos honrar a Deus, nosso bendito Salvador e à Sua Palavra, que é a verdade. Ao aceitarmos uma doutrina devemos julgá-la à luz da Bíblia, a Palavra de Deus.
*II Co. 11:2 – Neste texto os noivistas vêem uma prova definitiva e cabal de que a igreja é a noiva de Cristo, utilizando o seguinte argumento : “...vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo.” Perguntamos, o texto diz que a igreja é uma noiva virgem ou Paulo está usando de uma comparação? Se lermos o texto com atenção esse argumento cai por terra, afinal de contas quando usamos “como”, o fazemos para ligar dois ou mais elementos, comparando-os, sendo assim, Paulo compara a pureza da igreja com a pureza de uma virgem.
Jesus de fato é apresentado na Bíblia como o esposo. Os evangelhos, ao exemplo de Mc. 2:19-20 e Mt. 9:15 temos o assunto enfocado, nas parábolas Mt. 22:1-10 e em Lc. 14:15-24 e em Ap. 19:6-9 o relato das bodas do Cordeiro. Não descordamos desse fato. Jesus é verdadeiramente o esposo, o noivo, o que contestamos, por falta de base escriturística é que a igreja seja a noiva de Cristo. Examinando os textos acima mencionados, veremos que os mesmos apresentam grandes dificuldades para os defensores da igreja noiva, vejamos alguns:
Mc. 2:19 – “E Jesus disse-lhes: podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm o esposo, não podem jejuar.”Neste contexto o Senhor Jesus chama os seus discípulos de “filhos das bodas” e na versão eletrônica da Bíblia literal foi traduzido por “filhos da câmara nupcial” *(Ver nota 1) concluímos que “filhos” não podem ser a noiva. Pois filhos e noiva são coisas diferentes.
*Mt. 22:1-10 (A parábola das bodas) – Nesta parábola, temos um quadro completo para uma festa de casamento, tudo está pronto, os viveres preparados, presume-se que a noiva já existe, pois que rei prepararia um banquete nupcial para o seu filho se esse não tivesse uma noiva? Essa parábola trata dos convidados para a festa nupcial e não da noiva. Caros pastores, como os senhores se sentiriam sendo convidados para uma festa de casamento na qual os senhores seriam a noiva? É no mínimo, estranho.
Procurando informações sobre esta parábola em alguns comentaristas, descobri que a maioria concorda que os primeiros convidados são os judeus, eles “mataram os profetas”, rejeitaram a Cristo e tiveram “sua cidade destruída”. Os segundos convidados são os gentios (“a todos quantos o receberam” – Jo. 1:12) apesar de ensinarem que os gentios são convidados para serem a noiva.
Outros advogam que esta parábola se refere ao reino milenar, esquecem que quando o Rei chegar encontrará a cidade edificada e não destruída, Jesus reinará na cidade de Jerusalém e não sobre uma pilha de metralha de uma cidade destruída, a cidade foi destruída no ano 70 d.C, quando o imperador Tito de Roma invadiu e incendiou Jerusalém. Quando Cristo inaugurar o seu reino milenar este cântico será entoado em Judá: “uma forte cidade temos, a que Deus pôs a salvação por muros e antemuros” (Is. 26:1). Uma forte cidade, não um montão de lixo.
*Ap. 19:6-9 – Aqui encontramos menção de um acontecimento futuro “as bodas do Cordeiro”, no entanto o texto nada diz a respeito da igreja ser a noiva, pelo contrário, destaca que os convidados são bem-aventurados.
O exame nos textos supracitados prova que Cristo é, realmente, o noivo. E produz também uma contra-prova em relação à pretensão dos noivistas. Temos um noivo, temos um casamento marcado, uma festa preparada, um salão cheio de convidados. Isso nos leva a uma pergunta relevante: “Quem é a noiva?” Temos resposta para esta pergunta na Bíblia se é que cremos na literalidade das escrituras. Em Ap. 21:9-10 lemos claramente que a noiva de Cristo é a Santa Cidade, a Nova Jerusalém.

* (Nota 1) "Filhos da câmara nupcial" são amigos do noivo, têm a honra + alegria de serem encarregados da preparação da câmara nupcial”



Pr. http://ibb-soledade.zip.net/

Anízio Gomes
Pr.anízio@bol.com.br


Escrito por Levy Jeronimo às 17h49
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 Como surgiram os Batista Bíblicos

Como Batista Bíblico cremos que a história da Igreja do Senhor Jesus Cristo tem seu início com o próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo. Queremos, portanto abrir este trabalho reafirmando a nossa convicção a respeito da veracidade das Escrituras no assunto continuidade da Igreja do Senhor registrada em Mateus 16:18. Cremos que a Igreja do Senhor é Batista, Local e visível tendo como sua finalidade maior a glorificação de Deus conforme registrada em Efésios 3:21 onde também podemos perceber a continuidade deste modelo criado pelo próprio Senhor em todas as gerações. Pode ser surpresa para muitos protestantes, católicos e vários pseudobatistas contemporâneos a verdade histórica, que os batistas não são protestantes, portanto a nossa história nada tem haver com a história suja (com o nosso sangue) dos católicos e protestantes. Esta assertiva conta com abundantes evidências para afirmar que as igrejas de doutrinas evangélicas conforme a doutrina batista, firmes nas essências da fé, conhecidas por vários nomes, existiram na Europa desde os dias dos apóstolos até a idade média. A confissão dos valdenses de 1120 é um exemplo de crença fundamental e evangélica durante aquela época.

A história também registra a perseguição sofrida por este povo do “rastro de sangue” por parte do pseudocristianismo desde Constantino até os sanguinários  reformadores, perseguição estas que ainda perdura por parte dos falsificadores da palavra de Deus. C. H. Spurgeon resumiu bem esta posição “acreditamos que os Batistas são os cristãos originais. Nossa existência não se iniciou com a reforma, nós fomos reformistas antes de Luther ou Calvino nascerem; nós nunca viemos da igreja de Roma, pois nela nunca estivemos, mas nós temos uma ligação ininterrupta aos apóstolos. Nós sempre existimos  desde os dias de Cristo, e nossos princípios, algumas vezes são ignorados ou esquecidos, como um rio que tem que percorrer sob o chão por um curto período, têm tido sempre seguidores honestos e piedosos” ( Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1861,8.225)

Fomos chamados por vários nomes como: Donatistas, Novacianos, Paulicianos, Petrobrussianos, Cataros, Arnoldistas, Hussites, Valdenses, Lollardos e Anabatistas, e temos lutado pela pureza da Igreja e sua distinção, e pela separação do governo humano. Temos uma história cheia de grandes vultos completamente separados da sujeira de Roma. Na mesma hora que as igrejas erradas foram excluídas estes homens permaneceram fiéis à verdade dos séculos. Reitera Mr. Spurgeon, “às vezes, um historiador mal intencionado procura nos dar a idéia de que eles tivessem morrido, bem como o lobo tivesse feito seu trabalho na ovelha. Mas, eis somos nós abençoados e multiplicados” ( Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1881, p. 249)

Portanto refutamos qualquer tentativa de associação da história das igrejas Batistas locais e visíveis com a história da Babilônia Universal seja visível (Católica) ou invisível (Protestante), esta tem sua origem nas trevas satânicas. A Igreja fundada por Cristo não tem qualquer ligação histórica com tal sistema e não pode ter nenhuma ligação, pois não há comunhão entre Cristo e Belial já nos adverte a Bíblia em II Coríntios 6:15. 

                      Pr. Anizio Gomes Costa   

 



Escrito por Levy Jeronimo às 23h35
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